The English Advantage

Para os muitos que não falam inglês ou não conseguiram aprender (acredite, vocês são muitos), traduzirei o texto abaixo assim que puder!

Para os poucos que conseguiram aprender um inglês razoável depois de muitos anos, muito esforço e muito dinheiro, aqui vai um belo artigo do americano Den Drown sobre por que ele preferiria que o Esperanto fosse a língua internacional franca de todo o mundo.

THE ENGLISH ADVANTAGE


As of late I’ve had the good fortune in my life to be able to travel frequently to Europe for my job. Since I am from the United States, a friend of mine in Germany told me that I have an advantage because all my life I have spoken the closest thing we have to an international language: English. I suppose that he’s right, but still, I find that I have absolutely no desire to have that advantage.

I am a citizen of the United States of America, and I am very proud of that. I am also proud that we are such an important nation in today’s world. What I am not proud of is the way in which we keep ourselves so important. I am talking about the usage of English in our world as a means of international communication: I have an advantage. We in the United States have an advantage. We are the elite, we rule the whole world, and we’ll keep on ruling because all the others will never be able to communicate as well as we do. They will work at it for years, decades even. They will never get to where we are. We are the elite.

Foreigners. So often they think they are using our language perfectly but we talk about them behind their backs and make jokes about the errors they make. I want to cry out to them, “Can’t you see what you’re doing? You are the ones that take away your power to communicate. You are the ones that constantly put us above you.” And above you we will stay We are the elite, and we rule the world.

I don’t want to be elite. Here is someone from the USA who isn’t interested in ruling the world. I am a citizen of the United States, but more than that — yes, more than that — I am a citizen of the world. People everywhere, I see you as my friends, as my brothers and sisters even. I don’t want to stand above you because of an unfair advantage. I would much rather walk by your side. That way we can share our cultures with each other. That way we can be equals. We can respect one another.

You refuse though, you who are not the chosen ones. It seems to me that you are blinding yourselves to the truth. People seem less intelligent than they really are when they talk to someone in that person’s mother language. I got that idea from Claude Piron, an Esperantist, and working abroad I have seen it time after time. Esperanto was created to be a language that one can learn quickly but more importantly, it was created to be flexible so that all people can use it without sounding foreign and without sounding stupid. That is not the case with English. Unless you live for years in an English-speaking country, you will never master the unwritten rules, the countless expressions, and the subtle nuances of the language.

A national language is a labyrinth, confusing to the foreigner. It’s like the layers of an onion, and when you understand one aspect of the language, you can be sure that underneath lie exceptions and nuances that you do not understand. Learn English. It is a rich and beautiful language, spoken in many different lands full of friendly people and interesting cultures. But you must understand, that it is in no way appropriate as an international language. Think about people in your country who don’t speak their own language properly. Think about the errors that you yourself make with your mother tongue. Do you think that people who have not spoken the language from birth can compete fairly? Is this the kind of unjust world you want to create? As a citizen of the world, as a member of the human race, are you proud of this, our world ?

Before I go, I would like to give you something to think about concerning this world that we are creating. I began by talking about the United States, my own country and about how it is an important nation in this world of ours. Why is it so important? I think that one of the best reasons is our strength. Not necessarily military strength, but strength in commerce, diplomatic relations, fine arts, sports, and in so many different areas. Why are we so strong in such diverse ways? I think that it’s because we are a nation of 50 states.

Those states work together, communicate together, share their strengths with each other, and thereby create a union which is so much stronger than the sum of the 50 individual states. We are now seeing that the European Union has the same idea. I invite you to think about this world of ours. What kind of world is it? What kind of world could it be if we, its citizens, could effectively communicate with each other, understand each other, and share our many strengths. I say that we cannot create such a world using any national tongue as the international language. Luckily we have a language that works, that is fair, that allows every person to declare, “Here I am, a citizen of the world, a member of the human race. Let me show you who I am.” This is what it means to understand each other. This is what is possible through Esperanto. This is our world.

by Den Drown,
from esperanto usa, issue 3, 2001

Os Elefantes Africanos Voam Melhor…

Os Elefantes Africanos Voam Melhor…

– por Pedro Cavalheiro, nosso herói do Esperanto

– (Não se esqueçam de clicar nos links! São muito interessantes.)

Ultimamente venho ouvindo e lendo um verdadeiro festival de desinformação sobre a língua internacional esperanto motivado pelo Projeto de Lei do Senador Cristovam Buarque, que introduz o ensino optativo dessa língua no ensino médio, através de aditivo à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB.

Impressionante! Quanto barulho por nada! Aqui vigora a máxima que diz: “Na falta de conhecimento sobre um assunto, emita-se uma opinião”. Esse é um comportamento comum ao ser humano, até nos meios acadêmicos e, infelizmente, também nos meios de comunicação.

Aqui vai INFORMAÇÃO sobre o tema:

O projeto de Lei, mencionado acima, apenas cria na LDB a possibilidade de se ensinar a língua internacional esperanto no Ensino Médio. Não obriga e, portanto, não cria demanda atabalhoada de professores de esperanto. Então, o pânico de como iremos abastecer o ensino com professores dessa língua não tem o menor sentido.

Mas, por que criar esse dispositivo na LDB?

No quesito línguas, a LDB, até o momento, apregoa o ensino da língua pátria e de línguas estrangeiras. O esperanto não é uma coisa, nem outra. E, portanto, tecnicamente não tem espaço na LDB. O Brasil é signatário de duas resoluções oficiais da UNESCO em favor do esperanto, onde se compromete a divulgar e facilitar o ensino dessa língua.  Incluir na LDB um artigo que permite o ensino da língua, e não obriga, é simples ajuste legal na Lei máxima do ensino brasileiro, para que o esperanto possa ser ensinado nas escolas que se interessarem por ele. Apenas isso.

Mas, e o mérito?

O esperanto é visto pela UNESCO como uma ferramenta viável de comunicação internacional democrática entre as nações e como instrumento de proteção à diversidade linguística. Primeiro, por ter sobrevivido sem pátria por 123 anos, passado por duas guerras mundiais, com direito a extermínio de esperantistas em campos nazistas; ter crescido e ser falado hoje por milhões de pessoas, sem conhecer barreiras étnicas, possuir vasta literatura original e traduzida (a biblioteca da Associação Universal de Esperanto tem algo em torno de 20.000 títulos de livros na língua), jornais, periódicos, músicas etc., já demonstra sobejamente que essa língua é indiscutivelmente viável.

Depois porque o esperanto não pratica invasão cultural e não quer dominar ninguém a partir de imposição de língua e de cultura, porque não existe uma “Esperantolândia” para tomar nossa Amazônia, por exemplo, ou para tomar o petróleo do Iraque, ou tomar… qualquer coisa alheia. No caso da cultura, tomar a alma alheia.

Enquanto gente desinformada põe em dúvida o mérito do esperanto, a China adotou-o como matéria opcional nas escolas, e universidades do país têm curso de pós-graduação em esperantologia. Enquanto os intelectuais tupiniquins discutem se “uma língua artificial pode dar certo”, na Hungria a Língua Internacional Esperanto já é matéria de vestibular desde 2000. Lá o aluno pode optar no vestibular em prestar exame ou de alemão, ou de inglês, ou de lovária (língua de uma etnia cigana muito presente na Hungría) ou de esperanto. E, pasme, o esperanto é uma das línguas mais procurada pelos vestibulandos. Não por ideologia e sim porque é mais fácil e rápido de aprender.

Enquanto gente de peso ou pose emite “opiniões” sem conhecer absolutamente nada sobre a língua internacional (sobre seu comprovado valor pedagógico como facilitador do aprendizado de línguas, por exemplo), eu uso meu navegador Mozilla, em esperanto, os serviços do Google em esperanto, o Facebook em esperanto (tudo mesmo – até as mensagens automáticas que o Facebook envia para meu correio eletrônico) E muito, muito mais.

Interessante o pragmatismo dessa gente que sabe ganhar dinheiro, não é? A cabeça deles funciona assim: tem público pra consumir o produto em esperanto? Então temos que oferecer nosso serviço em esperanto também. Se bobear, daqui a pouco estaremos pagando direitos autorais a estrangeiros por cursos de esperanto! Porque, enquanto eles desenvolvem paulatinamente o ensino dessa língua de DNA internacional, enquanto aumentam paulatinamente o número de professores habilitados a ensiná-la, desenvolvem material didático, enfim, criam uma infraestrutura para o ensino do esperanto, a gente aqui do país do futuro (com todo respeito ao Stefan Zweig) fica… emitindo opinião.

Tudo bem que opinião é coisa pessoal, foro íntimo e tal, mas não dá para aceitar como válida, por exemplo, a opinião de que elefantes africanos voam melhor do que elefantes indianos porque tem orelhas maiores. Não basta ter opinião sobre alguma coisa: ela tem que estar fundamentada em fatos.

Abraço do ouvinte contumaz,

Pedro Jacintho Cavalheiro

Professor Universitário de História e Patrimônio Cultural e Realidade Sócio-Econômica e Política Brasileira, Mestre pela USP.

Professor de Esperanto e usuário da língua há 34 anos.

Ex-presidente da Liga Brasileira de Esperanto

Presidente da Comissão de Educação da Liga Brasileira de Esperanto

http://esperanto.org.br

Delegado da Associação Universal de Esperanto – UEA, na cidade de São Paulo

www.uea.org


(Não se esqueçam de clicar nos links! São muito interessantes.)

(Texto original AQUI)


Why so serious?

(Se não estiver conseguindo ler o texto todo, clique no título do artigo – logo aí no topo! )

Não é preguiça, acreditem. Decidimos colocar este texto DE OUTRA PESSOA no nosso blog porque achamos que ele fala muita coisa que gostaríamos de dizer. Encontramos no site “Saindo da Matrix”, mas, por alguma limitação nossa, não conseguimos encontrar o autor. Que seja. O que importa é a mensagem.

Quem ainda não viu o novo filme do Batman, acho que pode ler também. Não compromete muito a história do filme não. Quem quiser ler no site original, aqui está:

http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2008/07/batman_o_cavale.html

 A parte que mais nos interessa está no final. Mas é melhor ler tudo para entender do que ele (ou ela) está falando.

((Precisar ver um filme americano para discutir a realidade brasileira… Típico.))

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·         Novo filme do Batman: NÃO leve sua criança para o cinema

Os tempos mudaram. Os filmes de heróis também. Mas nenhum foi tão dramático e tão longe quanto esse novo Batman: O Cavaleiro das trevas. O título não podia ser mais perfeito (a não ser que fosse uma filmagem da HQ homônima), pois a estrutura do personagem finalmente delineou-se em sua forma final, que se deve totalmente a Frank Miller e sua premiada Graphic Novel. E o Coringa não poderia ficar de fora, e teve sua psique baseada em outra Graphic Novel consagrada, de autoria de Alan Moore: A piada mortal. Pode-se dizer que essas duas HQs definiram o estado da arte dos quadrinhos, nos anos 80, e não por acaso essas foram as únicas que guardei da minha infância, como memoriais físicos das “histórias que formaram meu caráter”.

 Bem que o pessoal falou nos comentário que eu tinha de fazer um post com esse filme. Voltei dele agora e já tava louco pra começar a escrever. E pensar que não estava empolgado pra ver… sabe, quando eu vi aquela moto e uma nova armadura no trailer pensei: f$#eu, já tão pensando em vender novos bonecos e acessórios pra criançada, mas graças a Deus esse filme DEFINITIVAMENTE não é pra criança (se essa notícia se espalhar, o que vai ter de muleque querendo ver Batman…). Enquanto a franquia Batman estiver com Christopher Nolan, ela estará em boas mãos. O cara foi diretor, produtor e roteirista, as três coisas que podem matar um bom filme, e se Batman desse errado, a culpa seria toda dele. Assim, os méritos também são todos dele, e é a ele que nós nerds devemos nos curvar e dizer: “obrigado por elevar os filmes de super-heróis ao nível das Graphic Novels”.

O filme é extremamente violento (não graficamente, mas psicologicamente), perturbador, tenso, NÃO é politicamente correto (o que me lembrou os bons filmes outsiders, como Mad Max e Cães de aluguel). A atuação de Heath Ledger é perfeita, distanciando-se da imagem consagrada dos quadrinhos (e que Jack Nicholson fez maravilhosamente) e aproximando-se da insanidade do Coringa de “A piada mortal”. Assim, ele não se torna um arlequim, e sim o pior que um palhaço pode evocar numa pessoa (o homem por trás da maquiagem). Infelizmente o perfeccionismo de Ledger o levou a lugares sombrios de sua mente, na preparação do personagem. De acordo com este site, “para se preparar, (Ledger) decidiu mudar drasticamente sua rotina. Visando ficar inteiramente longe da família e dos amigos para se concentrar no trabalho, mudou-se para um quarto de hotel. Foi lá que deu uma nova cara ao Coringa, mais sombria, mais maldosa, mudando sua postura e voz. Além de buscar inspiração no clássico Laranja Mecânica e no punk rocker Sid Vicious, Heath escreveu um “Diário do Coringa”, com os pensamentos do vilão, além de uma compilação de material que a figura bizarra acharia “engraçado” (um exemplo delas é AIDS). O objetivo era se afundar na personalidade do monstruoso palhaço, e o ator conseguiu durante os quase sete meses de filmagens – o que foi ótimo, mas literalmente fatal. Talvez essa total entrega ao personagem tenha colaborado para levar Ledger a um lugar sombrio demais. Foi uma jornada estressante, e a energia dispensada ao Coringa o deixou esgotado. Em novembro de 2007, durante algumas entrevistas concedidas no lançamento de Não Estou Lá, Ledger parecia não estar bem de saúde, e confessou que havia passado a sofrer de ansiedade e insônia crônica, o que o levou a usar uma série de medicamentos pesados, prescritos por médicos. Deprimido, Heath entrara em um espiral de problemas psicológicos que três meses mais tarde culminaria em sua morte, por overdose acidental de remédios controlados.”

Eu não lembro quando foi a última vez que fiquei tenso num cinema (acho que foi em O Exorcista), mas fiquei com esse filme. O Coringa é um personagem realmente imprevisível e mortal, e obviamente rouba o filme. Muitos vêem isso como uma crítica, o fato do Batman ter ficado em segundo plano, mas isso é o que acontece nos quadrinhos também. De certa forma, o Coringa É o Batman, e a equipe de marketing captou isso brilhantemente.

Mas isso é algo a ser desenvolvido mais abaixo, na – como diria o Jovem Nerd – ZONA DE SPOILERS!!!

Portanto, não continue a ler se não viu o filme. (Comentário pixie: pode ler sim)

O filme é uma grande viagem à mente do Batman. Tudo o que tornou Bruce Wayne no que ele é não poderia ser resumido no trauma de infância de ter seus pais assassinados. Se essa foi a tônica do primeiro filme do Batman (o de 1989), isso já começou a ficar meio de lado na refilmagem de Christopher Nolan, Batman Begins (2005). Mais do que o trauma, pessoas foram moldando o caráter do personagem, e isso o torna crível, REAL, HUMANO! O homem dentro da armadura nada mais é do que um personagem, uma caricatura, assim como o Bruce Wayne da sociedade também o é! E onde fica o espaço pra o ser humano Bruce? Isso foi insinuado, mas pouco explorado no primeiro filme e agora mergulhamos fundo nisso por 3 horas de duração (sem encheção de linguiça. Podia até ser maior um pouco). Já foi dito que o homem é produto do meio, e Bruce, mais do que muitos, é produto de Gotham, uma cidade mergulhada na corrupção, no cada um por si, na descrença das instituições e dos valores éticos e morais, muito parecida com um certo país de terceiro mundo. É Gotham o grande personagem do filme, e Batman (e o Coringa) são reflexos opostos (mas muito parecidos) desse meio.

O papel da sociedade é colocado em xeque pelo filme, e se por um lado ele nos mostra um Batman preocupado com a mensagem que está passando pra sociedade (caras fantasiados usando armas pra caçar bandidos) por outro fica claro que na sociedade temos um assassino em potencial dentro de cada um de nós. O que nos torna DE FATO um criminoso é apenas a falta de escrúpulos ou coragem. Todos nós já tivemos vontade de quebrar alguma coisa, dar um murro no chefe ou ter um tanque de guerra pra passar por cima do boyzinho atrapalhando o trânsito. Mas nós temos um freio que, na psicologia, se chama Superego. Temos o Id, que é a estrutura da personalidade original, básica e central do ser humano. Ele está representado pelos instintos mais básicos, como o prazer ou necessidades. O Ego é a parte que está em contato com a realidade externa, e desempenha a missão de obter controle sobre as exigências dos instintos, decidindo se elas devem ou não ser satisfeitas. E o Superego atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do Ego, é o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do Superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. O Coringa seria o cara sem Superego, e, se brincar, sem muito Ego também.

Adoro a frase do Coringa, que diz “Não tenho planos. Eu sou como o cachorro correndo atrás do carro. Não saberia o que fazer se o alcançasse”. É exatamente esse o papel dele, ser o catalisador da degeneração social, da inversão de papéis, nada mais. Ele não quer dominar o mundo, não quer dinheiro, nem fama. Só quer perturbar. Ele é o perfeito anarquista, o destruidor da ordem, sem procurar colocar outra no lugar. Ele é o louco da carta do Tarot. O homem sem limites. Mas o Batman também não conhece limites, e isso é dito por Bruce no filme. Batman é um justiceiro à margem da lei, à margem do pacto social, onde abdicamos da lei de Talião em favor da justiça representada pelo Estado. E o Coringa é um arruaceiro à margem da lei não só do Estado, como a do submundo do crime. E ele age no sentido de destruir os valores que norteiam o Superego coletivo, o pacto social que nos faz sociedade. E aí vemos o quão frágeis são as relações humanas. A cena dos barcos é antológica, merece entrar pra história do cinema por reunir tanta tensão, reflexão e mensagem. Com o Coringa diz, é um “experimento social” que mostra que quando o cidadão está com seus interesses em jogo, volta pro estado de natureza, do cada um por si, e “dane-se o outro”. A farsa, a Matrix que é a sociedade, a civilização, desaparece como um passe de mágica, porque não está calcada em valores morais, e sim MEDO, coação. Se antes as sociedades se formavam em torno do Shamã, do mais sábio, hoje temos líderes que são eleitos por nos proporcionarem mais vantagens, mais esmola. Sociedades assim não subsistem se não houver coação, leis cada vez mais rigorosas, medo e violência crescentes que intimidem e façam o cidadão buscar a proteção do Estado, com sua violência “legítima”. Esta discussão é válida para os EUA de Bush (sob o domínio do medo), mas mas válida ainda para o Brasil atual dos policiais que deviam nos proteger e que estão tão assustados quanto nós, só que eles têm uma arma e atiram sem saber em quem. Um país que precisa botar na cadeia a mulher que bebe 2 chopps pra que um alcóolatra irresponsável deixe de dirigir sem condições. Por que? Porque a EDUCAÇÃO falhou. A CONSCIENTIZAÇÃO falhou. Por que? Porque nunca houve uma cultura da educação no Brasil, da valorização do certo, do justo. Assim, o cachorro que morde o dono precisa ser amordaçado, e muitos pagam pelo erro de outros tantos.

Voltando à cena do barco, o cidadão “respeitável” trazia toda uma bagagem de argumentos no sentido de livrar a própria pele, mas não quis assumir a responsabilidade na hora de apertar o botão. E o Coringa (novamente ele, com as melhores falas) disse algo como “é normal esperar que eu ataque policiais, faz parte do jogo. Mas quando eu ataco os interesses do cidadão, ele se desespera”. Por que confrontos sangrentos entre policiais e bandidos devem ser “normais”? Por que devemos nos acostumar com a violência estampada diariamente nos jornais? Será que precisaremos de mais “Casos Isabela” e mais policiais matando crianças pra que alguém que toque de que o sistema está falido? De que vamos viver nos matando porque não fomos ensinados a conviver um com o outro, e que tudo o que sabemos fazer é tirar o corpo fora e evitar de sermos a próxima vítima? A lição do presidiário foi um tapa na cara não só das sociedades, como do papel do cidadão atuante que pode fazer toda a diferença.

Aí reside a tônica do filme, na figura do procurador Harvey Dent, o “Cavaleiro Branco”, como era conhecido em Gotham. Ele é a figura do bem, sem máscaras, atuando dentro da Lei e da Ordem. Diante disso, Bruce percebe que o “caminho do Batman” é um caminho degenerado que só vai trazer mais violência e dor, embora funcione num certo nível. E no final se torna, assim, o “Cavaleiro Negro” (Dark Knight), a antítese do correto, do justo. Ele não se vê mais ser um exemplo, mas a cidade, no nível em que está, ainda precisa dele. O paralelo com nosso país é evidente, pois ainda precisamos do “herói” Capitão Nascimento, um avanço do “Trickster” Macunaíma , mas muito distante do arquétipo do Herói.

Pixies no controle!

(Se não estiver conseguindo ler o texto todo, clique no título do artigo – logo aí no topo! )

 

Hej Hej Hej! Olá! Hello! Hola! Saluton, karaj amikoj!

Finalmente criamos um blog! Nem sei por onde começar.

Talvez pelo começo. Não vou falar quem sou – ainda mais porque isso não importa. O que importa são idéias. Idéias e ação!

Prontos para fazer a revolução?

Não falamos de revolução socialista/comunista/anarquista/capitalista/ o-diabo-a-quatro-ista.

Chega de ismos e istas. Ninguém mais aguenta! Isso é coisa de vovô! Nós somos a nova era! (Não que vovôs não possam ser muito maneiros, surpreendentes e altamente mais jovens que os mais jovens.)

Estamos falando de revolução de nossas consciências, de nossas atitudes, de nosso modo de pensar e de agir!

Ou você pretende deixar o mundo ruir? Porque, se você não fizer nada, é isso que vai acontecer.

 

O que você vai fazer quando crescer? Não é essa a pergunta capitalista/materialista de sempre?

Então perguntamos: O que você vai fazer AGORA? Hoje? Nesse minuto? Vai ficar aí achatando a bunda na cadeira giratória? Grudado no computador?

Por que não? O computador já provou que é mais forte que a espada.

Desde que usado de maneira sensata.

 

De volta à pergunta: O que você vai ser quando crescer?

Ô perguntinha diabólica!! Criada para nos “objetizar”. Talvez você queira ser uma cadeira? Uma mesa? Um apontador, talvez?   O QUE você quer ser realmente não importa!

A pergunta que deveriam fazer é: QUEM você quer ser quando crescer?

Maria-vai-com-as-outras? Bobo-da-corte? Apenas mais um elo na matrix?  – Ou talvez Cidadão? Pensador? Herói? O próximo presidente da república?

Sejamos TODOS presidentes da república! Esse é o voto pixie.

 Por que não?

Afinal, não está nas nossas mãos mudar o mundo?